quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Aílton Lemos

 

AILTON LEMOS

Nasceu em Canhoba em 05 de julho de 1925. Filho de Manuel Prudente Lemos e de Maria das Dores Lemos. Irmão de Diógenes Lemos, José Lemos, Letícia Lemos, Geraci Lemos, Tereza Lemos e Maria Helena Lemos.  Estudou nas Escolas Reunidas Hermes Fontes onde cursou o primário.

Acompanhou os pais nos trabalhos rurais e, aos domingos e nas segudas-feiras,  ajudou no armazém de Sr. Amândio Guimarães.

Casou-se eclesiásticamente com Eutímia Castro de Carvalho (viúva de João Ferreira de Carvalho) em 1952. Senhora Eutímia, adquiriu dois imóveis de seus sobrinhos na Praça Antônio Torres Júnior e passou a residir com o homenageado em um desses imóveis e, no outro, juntamente com Sr. Ailton, fundou a Bodega que se tornou um importante comércio do município. Cabe destacar que por vezes, devido aos fiados, a Bodega quase foi a falência, sendo esta evitada através das ajudas das enteadas.

Suas enteadas são Graciene Ferreira de Carvalho (in memoriam), Maria Eleonora de Carvalho Rocha, Maria Angélica de Carvalho e Maria Consuelo Carvalho Cardoso, sendo esta a única que ainda teve algum convívio com Sr. Ailton, pois as duas primeiras estavam casadas e Maria Angélica trabalhava em outro município.

Rosto sério, mas de coração aberto, Senhor Ailton pode ser lembrado como “Amigo de todos os canhobenses”, segundo José Antônio Rocha, pois ajudou muita gente. Geralmente era padrinho dos casamentos, juntamente com Dona Eutímia,  e presenteava os noivos com caixas de cervejas e de refrigerantes.

Outro fato relatado é o da  criançada em busca de doces. Elas esperavam o momento de Sr. Ailton chegar na Bodega,  pois com Dona Eutímia não se conseguia “pegar” uma bala.

Senhor Ailton e Dona Eutímia sempre foram fiéis colaboradores das Festas do Padroeiro Bom Jesus dos Pobres e do Santo Cruzeiro, principlamente,  em relação ao Leilão dessas Festas.

Em 1963, foi eleito Prefeito de Canhoba, com o apoio de Antônio Torres da UDN,  administrando o município até 1964, ano marcado pelo Golpe Militar, vindo a deixar o executivo por questões políticas do período. Nesse mandato, criou uma frente de trabalho, buscando minimizar a extrema pobreza dos trabalhores diante de uma seca terrível! Essa frente teve como objetivo criar uma estrada com mão de obra humana (antiga estrada para Propriá). Cabe ressaltar que, durante a  abertura dessa estarda, foram encontradas várias igaçabas (potes de barro) com ossos humanos, fato que sugere ter sido a localidade  um cemitério indígena.

Eleito mais uma vez,  pelo MDB, retornou à Prefeitura, com a incunbência de geri-la no período de 1971 a 1972, conforme disposto no Ato Institicional nº 11 de 14/08/1969. Entretanto, esse mesmo Ato já determinava eleições municipais gerais para 15 de novembro de 1972.

No tempo em que administrou o município,  esteve sempre atento às necessidades gerais da população, proprcionou trabalho para o povo e se preoupou com a educação ginasial.

Na época,  muitos jovens estavam com o primário concluído e não tinham como os pais pagarem o ginásio. Através de um convênio com o Colégio Cenecista Francisco Figueiredo de Aquidabã, sua administração disponibilizou bolsas,  cuja percentagem oferecida ajudou no valor das mendalidades. Essa ação incentivou vários jovens canhobenses a continuarem com os estudos, já que as famílias eram numerosas, o que deixava o valor do ginásio dispendioso mesmo para as famílias agropecuaristas, e,  mais ainda,  para as famílias dos trabalhadores rurais. Essa percentagem tinha variação de 15% a 100%, tendo como um dos requisitos número de filhos (quando dos agropecuaristas) e chegava a ser de 100% quandos dos trabalhadores rurais.

A cidade foi mui bem cuidada e foram anos de alegria que, por muito tempo, foram lembrados por seus contemporâneos e contados para seus descendentes.

Pode-se dizer que Sr. Ailton Lemos foi um grande líder político da região: na época do bipartidarismo no  partido  MDB e, após a redemocratzação, no PMDB. Recebeu todo grupo de políticos em sua casa e na Bodega, sendo lembrada a presença de José Carlos Teixeira e Reinaldo Moura.

Ailton Lemos, hoje com 96 anos de idade, não deve ser esquecido pela sociedade em geral de Canboba,  visto que,  de alguma forma, a geração atual tem alguém da família que, em algum momento da vida, encontrou amparo em Senhor Ailton e em Dona Eutímia quando na busca por algum tipo de auxílio e, com certeza, o recebeu. agropecuaristas, e,  mais ainda,  para as famílias dos trabalhadores rurais. Essa percentagem tinha variação de 15% a 100%, tendo como um dos requisitos número de filhos (quando dos agropecuaristas) e chegava a ser de 100% quandos dos trabalhadores rurais.

A cidade foi mui bem cuidada e foram anos de alegria que, por muito tempo, foram lembrados por seus contemporâneos e contados para seus descendentes.

Pode-se dizer que Sr. Ailton Lemos foi um grande líder político da região: na época do bipartidarismo no  partido  MDB e, após a redemocratzação, no PMDB. Recebeu todo grupo de políticos em sua casa e na Bodega, sendo lembrada a presença de José Carlos Teixeira e Reinaldo Moura.

Ailton Lemos, hoje com 96 anos de idade, não deve ser esquecido pela sociedade em geral de Canboba,  visto que,  de alguma forma, a geração atual tem alguém da família que, em algum momento da vida, encontrou amparo em Senhor Ailton e em Dona Eutímia quando na busca por algum tipo de auxílio e, com certeza, o recebeu. 

Aracaju/SE, 19/01/2022.

 


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