segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Padre Maurício recebe título de Cidadão Canhobense.

A Câmara Municipal de Canhoba realizou no dia 12 de dezembro, uma Sessão Solene para homenagear com Título de Cidadania Canhobense aquele que se destacou  por relevantes serviços prestados ao município de Canhoba. Amor a Deus, fé, carisma, respeito, dedicação, zelo, amigo e muitos outros atributos podem ser direcionados ao  padre Maurício Alexandre que recebeu do Poder Legislativo de Canhoba, na tarde de sexta-feira, dia 12, o título de Cidadão Canhobense. Com o plenário da Câmara de Vereadores com fiéis, amigos e autoridades, padre Maurício foi recebido e aplaudido de pé por todos como forma de agradecer e reconhecer os serviços prestados no município. 
O título foi conferido ao religioso por meio de Decreto Legislativo de autoria do vereador  Milton dos Santos Filho e aprovado por unanimidade pelos demais vereadores na sessão. “O que me motivou a levar para a Câmara de Vereadores o Projeto de Decreto Legislativo n°, 05 de 06 de novembro de 2013, para conceder o título ao padre Maurício foi, principalmente, a pessoa dele e a maneira com que faz o seu trabalho. Ele é um mensageiro, um enviado de Deus, um padre tão jovem e que transformou Canhoba,Padre Maurício, é natural do município de Propriá Sergipe,Oriundo de família humilde, sempre foi uma pessoa de muita fé e desde cedo manifestou sua vontade de dedicar-se à vida religiosa.
Desenvolveu um grande trabalho de evangelização a frente da Paróquia Bom Jesus dos Pobres que abrange os municípios de Canhoba e Amparo do São Francisco. Com isso, Pe. Maurício Alexandre torna-se o mais novo cidadão Canhobense o que faz aumentar seu amor pelo município. Padre Maurício recebeu o título das mãos do presidente da Câmara, vereador Milton dos Santos Filho. 
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Agradecimentos

Estou muito feliz por ter recebido o Título de Cidadão Canhobense,Jesus disse que quem deixa pai, mãe, irmãos, ganha tudo cem vezes mais.Em Canhoba fui muito feliz, aprendi muito, e procurei amar a cada um que encontrei e experimentei essa realidade do evangelho.
Agradeço aos vereadores que por unanimidade me concederam o título de cidadão e a todos que prestaram sua homenagem. Deus abençõe a todos!    


                                                                                                                      

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cantor, José Augusto Costa ( 1936 - 1981 )

José Augusto Costa (Aquidabã, 3 de outubro de 1936 - Feira de Santana, 5 de dezembro de 1981), popularmente conhecido como José Augusto Sergipano ou também José Augusto Velho, foi um cantor brasileiro.




"JOSÉ AUGUSTO SERGIPANO "


Nasceu na Avenida Santa Terezinha, no bairro da Baixinha, em Aquidabã, onde fez os primeiros estudos, e depois veio morar em Aracaju, concluindo o 2º grau. Em 1953, estudava e trabalhava na primeira linha de ônibus coletivo da capital sergipana.
Dentre seis irmãos, era o filho mais novo de Maria Adolfina Costa e de Januário Bispo dos Santos. O jovem José Augusto cantava nas festinhas das escolas e festas de aniversários, pois sua vocação para cantor aflorou na juventude. Gravou mais de 200 músicas, em 22 LP's, iniciando a sua carreira de cantor na Gravadora Chantecler, realizando seu grande sonho, gravando também em outras gravadoras. O seu nome "estourou" nos principais programas radiofônicos da capital paulistana, fazendo sucesso retumbante, admirado pelos nordestinos e pelos brasileiros de um modo em geral. Viajou por todo o país fazendo shows, apresentando-se, em palcos dos cinemas (na época os cinemas eram os principais locais para a apresentação dos artistas. As emissoras de Aracaju tocavam os seus discos, diariamente, fato que se repetia em todo o Brasil.
 .Em 1964 o Deputado Estadual filho de Canhoba, "Antonio Torres Junior" contratou um School do cantor "Jose Augusto" para uma apresentação em Canhoba. O School foi realizado na calçada da residência da família Torres na Praça Deputado Antonio Torres Junior nº 84 .....foi um sucesso.

Morte

José Augusto, com uma agenda cheia de compromissos, ao saber da hospitalização da sua mãe, Dona Adolfina, veio às pressas para Aracaju, mas por exigência de seu empresário, viajou para realizar um show em Senhor do Bonfim, na Bahia, agendado anteriormente, mas um acidente ocorrido perto de Feira de Santana, matou-o na hora. O corpo foi sepultado, no jazigo da família, no Cemitério de Santa Isabel.

Discografia

  • Florisbela Saint-Tropez/Saudade bateu na porta • Carnaval (1961)
  • Se meu apartamento falasse • Califórnia (1962)
  • Ninguém faz falta/Minha saudade • Chantecler (1962)
  • Minha mãezinha/Cantando pra não chorar • Chantecler (1962)
  • Guarânia da noite triste/Tortura • Chantecler (1963)
  • Tudo de mim/E o tempo passou • Chantecler (1963)
  • Engano do carteiro/Até amanhã • Chantecler (1963)
  • Beijo gelado/Amor proibido • Chantecler (1964)
  • Angústia da solidão/Traição • Chantecler (1964)
  • Um novo ídolo • Chantecler (1965)
  • Exitos de Brasil • Chantecler (1965)
  • José Augusto • Chantecler (1966)
  • Preciso de alguém • Chantecler (1967)
  • Momento feliz • Chantecler (1968)
  • Os grandes sucessos de José Augusto • Chantecler (1969)
  • Prece de um rapaz apaixonado • Chantecler (1969)
  • A vida passando por mim (1971)
  • Canção de paz (1973)
  • Minha visão (1976)
  • Aliança devolvida (1978)
  • Já o novo ídolo (1980)









                                                          Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 4 de junho de 2014

LAURO ROCHA


06/10/2003 18:12Osmário Santos



A vida do intelectual Lauro Rocha

Escritor e graduado em Estudos Sociais, História, Direito, Pedagogia e especializado em Orientação Educacional

Lauro Rocha de Lima nasceu a 12 de fevereiro de 1943 na cidade de Canhoba em Sergipe. Seus pais: Lúcio Justino da Lima e Generosa Rocha.
Sua mãe era professora e com ela estudou o primário, na Escola “Dr. Eronildes de Carvalho”, em sua cidade natal. Já o ginásio no Colégio Cenecista “Francisco Figueiredo”, em Aquidabã e o colegial no Colégio Guido de Fongtlan, em Maceió e Colégio Estadual “Atheneu Sergipense”, em Aracaju, em regime especial. As recordações de infância são muitas. Da escola, do rio São Francisco, das festas religiosas do santo Cruzeiro, das procissões do Bom Jesus dos Navegantes e da novena de N. Srª da Conceição, todas em Canhoba, cidade que o acolheu aos 15 anos de idade.
Admirava as solenidades cívicos-estudantis (sou filho de Professora), e, ainda guardo as palavras das minhas queridas Professoras Graziela Rezende (hoje com 80 anos), Zulnara Torres (já falecida) e de minha querida mãe, Generosa Rocha. Entretanto, como um encantamento, tudo de minha terra, são recordações inesquecíveis, da serra (e das jabuticabas), dos banhos da lagoa e do rio, das viagens de canoa, das pescarias e dos colegas de Escola, como Luciem Menezes Lucas, Jair e José Carvalho, Jordão, Gildo e Maria de Lurdes Torres. De recordar-me destes tempos, que escrevi uma crônica, que publiquei, denominada Reminicências, que reproduzi oralmente, para Marlene Calumbi, quando fui por esta respeitável jornalista, para a Rádio Aperipê”.
Passou a juventude na cidade de Aquidabã/SE, para onde foi morar, acompanhando sua mãe, que fora transferida, como professora. “Nesta querida terra, estudei o Curso Ginasial, no Colégio Cenecista “Francisco Figueiredo”, que fui co-fundador, sendo também co-fundador do curso colegial, em 1973. Na terra de Ademar Aragão, participei da fundação da Banda de Música, regida pelo maestro José Alves do Carmo, das festividades da padroeira, Senhora Sant’Ana, dos desfiles cívicos-estudantis e das grandes noites da Associação Lítero Recreativa, hoje, lamentavelmente, extinta. Foi uma época de muito entusiasmo, de querer vencer na vida, através dos estudos. Relembro do quarteto: Lauro, Gileno, Reginaldo e Evilásio”.
Estudou muito para chegar na faculdade, mas valeu, pois se tornou poligraduado. “Tendo transferido-me para Aracaju, estudei na Universidade Federal de Sergipe, na Faculdade Pio Décimo e em outras instituições, pois sempre gostei de estudar. Fiz alguns cursos importantes, aqui e fora de Aracaju, participei de seminários nacionais em diversas.
capitais brasileiras visitei muitos lugares no Brasil e alguns fora do país. Não me esquecendo de Paris, Buenos Aires e Montevidéu. Pretendo no futuro visitar Nova Iorque, a Cidade do México, Cairo e Jerusalém. Sempre que viajo, tenho finalidade os estudos das cidades. Emocionei-me quando entrei para uma visita rápida, a Universidade de Paris, onde os luminares estudaram. Diante da Universidade Católica de Buenos Aires, revivi, como um sonho, as diversas casas de ensino superior que já visitei, como a Universidade Salesiana de Lorena, USP, PUC-MG e UFAL, onde também estudei. Sou um entusiasta pelos cursos universitários, tanto assim, que, em artigo publicado, intitulado “A Era do Ouro do Conhecimento”, elogiei as muitas faculdades que na época estavam sendo implantadas em Aracaju, que hoje são em número de 12 e que outras serão criadas brevemente. Dei o ponta-pé para a criação da Faculdade Cenecista de Sergipe, desejava um Centro Universitário em Aracaju, mas que a instituição optou por Lagarto, por ter um prédio excelente para as instalações de seus cursos superiores”.
Seus primeiros escritos foram para um jornal mural em Canhoba, no colégio onde lecionou. Depois, passou a colaborar com jornais regionais, escrevendo notícias e artigos de fundo. Recordo-me do escrito “Os Fósseis de Sítios Novos”, uma descoberta arqueológica, em Canhoba”.
Transferido para Aracaju, passou a colaborar com os periódicos nos diversos jornais desta Capital. O que chamava a minha atenção, corria para perto da máquina de escrever e transferia para o papel as minhas impressões e emoções. Assim fui escrevendo e ainda escrevo. Recentemente escrevi sobre Dom Marco Eugênio, meu colega de faculdade, que foi meu Professor de Direito Constitucional da UFS. Escrevi homenageando Dr. Augusto do Prado Leite. Aguardo a publicação de um artigo “A SOFISE — Sociedade Filarmônica de Sergipe”.
Certamente escreverei muitos outros no futuro. Escrevi um livro, em parceria com Acelino Pedro Guimarães, publicado na Editora Universitária de Direito e aguardo a publicação de Canhoba (Folhas Escondidas) — Uma cidade que Invoca a Paz. Uma pesquisa que levou cerca de dez anos. Mas a crônica mais conhecida é “A Cajazeira Querida”, publicada por diversos jornais e até radiofonizada na Rádio Nacional de Brasília, por Adelso Ramos, nas madrugadas brasileiras. Escrevi uma apostila, “O Município de Graccho Cardoso”, que a Universidade Tiradentes, incluiu parcialmente, no livro do Prof. Uchoa e Maria Luiza Marques, intitulado “Sergipe Contemporâneo”, um best seller, esgotado no dia do lançamento. Escrevi também sobre Aquidabã e Canhoba, que serviu de base para “A História dos Municípios, do Cinform, uma publicação de 50.000 exemplares. Os meus escritos são citados por escritores famosos. Tenho a honra de ser lido por pessoas importantes daqui e fora. Recebo muitas cartas e telefonemas, elogiando o meu trabalho”.
Tem uma rica coleção de fotografias, cerca de 3.000 exemplares. São fotos que envolvem a terra natal, Canhoba, a terra adotiva, Aquidabã e outras cidades visitadas. A mais antiga data de 1933, de Marcelino da Rocha Torres, seu tio-avô. “Registro nas crônicas que escrevi e nas fotos, aquilo que participo. Quanto às cidades, mesmo antes de existir o Ministério das Cidades, já me ocupava deste estudo. Na minha videoteca, os filmes da cidade, pelo vídeo. A mesma coisa acontece com Hong-Kong, Londres, Lisboa, Madrid, Roma, Tóquio, Cairo, Jerusalém. Estudo todas as Metrópoles, na esperança de um dia visitá-las. O mesmo acontece com as cidades brasileiras. A minha videoteca é rica”.
Lauro possui uma coleção de vídeos de concurso de misses, doada pelo atual coordenador do Concurso de Miss Brasil, Boanege Gaeta Júnior, no Rio de Janeiro. “Um passatempo importante pois o nível das candidatas é alto e qualificado. Martha Rocha não foi eleita Miss Universo, não pelas duas polegadas a mais, mas porque não falava o Inglês. Enquanto Ieda Vargas e Marta Vasconcelos, eleitas Miss Universo 1963 e 1968, respectivamente, além da plástica perfeita, falavam fluente e correntemente o Inglês. Michelle Maqueline, da Namíbia, além de falar o Inglês, estudou na Suíça. Turim Mansel, de Aruba, além do Inglês, falava cinco idiomas, mas ficou em segundo lugar perdendo o título para Alicia Machado, da Venezuela”.
Estuda misticismo, há 40 anos e conta que já atingiu altos graus, nesta ciência, que não é popular, mas que existe desde o começo do mundo e da humanidade. “Assim me tornei um místico católico. Sou egiptologista também. As múmias são minhas conhecidas, assim como as pirâmides, os monumentos de passado e do presente. Filiei-me a uma Universidade Internacional, como pesquisador. Filiaram-me ao MAC da Academia Sergipana de Letras, ocupo a cadeira n.º 3, que tem como Patrono o Dr. Luiz Rabelo Leite. Sou livre pensador, escrevo o que me interessa e acho inspirador. Católico recebi do Papa João Paulo II, uma bênção específica no dia de meu aniversário, que é 12 de fevereiro. Já estive com o Papa três vezes, aqui no Brasil. Muito o admiro e venero. Já escrevi muitas crônicas, homenageando personalidades daqui e de fora”.
Acredita no futuro de Aracaju cidade da qual se tornou um dos moradores e cidadão honorário. “Com a descoberta do petróleo, em grande quantidade, Aracaju crescerá muito, tanto na vertical como na horizontal. Veja a Praia 13 de Julho, pontilhada de edifícios”.
“Está faltando, entretanto, duas torres, ou seja, dois edifícios bem alto, para simbolizar o progresso para o alto, como acontece em outras capitais brasileiras. Estas torres altíssimas são os testemunhos do progresso de uma cidade crescente. As nossas reservas de minerais são muitas. Sabe-se que Sergipe é detentor da maior jazida de sais minerais do Brasil, além das jazidas outras, como enxofre, carnalita e silvinita, que precisam ser exploradas pela Vale do Rio Doce, uma verdadeira potência explorativa neste setor. O mármore de Porto da Folha, em grande quantidade, chegando a atravessar o rio São Francisco, indo para o Norte até parte do Estado de Alagoas e para o Sul, até o Município de N. Sra. da Glória, precisa ser explorado. O nosso mármore, em várias cores, é da mais alta qualidade. Outras riquezas existem no subsolo sergipano, cientistas afirmam que até ouro, nas profundezas da terra, que somente com alta tecnologia, pode ser extraído. A ponto Aracaju-Barra dos Coqueiros, aproximará o Porto de Sergipe da Capital, incrementando o comércio e o turismo, uma excelente fonte de renda do futuro. Quando as três pontes estiverem construídas — Aracaju/Barra dos Coqueiros, Mosqueiro/Caueira e Marcos Freire II/Porto Dantas, a cidade agigantar-se-á, beneficiando a área da Grande Aracaju. Pirambu será um ponto de residência e de grande fulcro de turismo”.
Foi Governador do Distrito 114 (Sergipe e Bahia) do Serra Internacional em 1997 e recebeu do serra Internacional (USA) uma Comenda — pelos serviços prestado as Vocações Sacerdotais e Religiosas. Foi agraciado com os seguintes títulos: Cidadão Honorário de Aquidabã, de Graccho Cardoso e de Aracaju. Cidadão do Mundo. Diploma de Honra ao Mérito do Serra Internacional Medalha do Mérito Cultural Sílvio Romero, da Academia Sergipana de Letras. Comenda do Mérito Cenecista. Diplomas de diversas Associações Culturais. É autor do hino do Município de Aquidabã, em parceria com o Major José Pereira da Rocha, do hino do Município de Graccho Cardoso e do hino da Emancipação de Canhoba. Também é autor da Oração ao Senhor Bom Jesus dos Pobres, da Oração a N. Sra. de Anguerra, em parceria com Moroaldo Matos Silva e de várias composições Foi presidente da diretoria estadual da C.N.E.C. nesta condição, tornou-se “Grão Mestre ” da Ordem do Mérito Cenecista. Hoje apenas participa da Diretoria Nacional da Instituição. Lauro é graduado em Estudos Sociais, História, Direito, Pedagogia, especializado em Orientação Educacional e outros cursos na área das Ciências Políticas, com extensão em Pensamento Político, Ciências Políticas e Relações Internacionais (Universidade de Brasília). Foi vice-coordenador do curso de pós-graduação na parceria UNIT-ADESG, em Estratégias e Políticas Nacionais, por parte da ADESG. Participou de importantes Congressos Nacionais e Seminários em diversas capitais do Brasil: tais como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa, Fortaleza, Salvador, etc...
                                                                               Fonte:
                                                               OSMÁRIO  SANTOS

terça-feira, 6 de maio de 2014

Cursos de Arte discutem identidade cultural em Quilombo Caraíbas

O Curso de Identidade Cultural na comunidade Quilombola de Caraíbas, no município de Canhoba,  teve início no último fim de semana, dias 9 e 10,  com as oficinas de dança afro-brasileira e percussão – uma atividade promovida pelo Mandato Democrático Popular da deputada Ana Lúcia (PT). Segundo a assessora Cleanes Maria, esta é a primeira vez que a comunidade tem acesso a um projeto cultural, por isso as salas de aula estiveram lotadas nos dois dias de curso com jovens de 14 a 25 anos de idade.
A professora de dança afro-brasileira Cleanes Maria explica que as aulas de introdução à arte africana são um início de conversa para um debate mais profundo étnico e cultural. “A arte sensibiliza aos poucos um adulto e um adolescente a entender melhor a sua história. O nosso objetivo é resgatar uma história perdida e valorizar o que existe da cultura africana a partir dos nossos afro-descendentes”, esclarece Cleanes.
Neste curso, em especial, a oficina de percussão vai trabalhar com ‘Tambores de Assento’, bastante usado pelo segmento do ‘Tambor de Crioula’, que trazem elementos mais tradicionais da cultura africana.

A reflexão sobre temas sociais como cabelo, roupa e aspectos culturais também faz parte do curso que está previsto para se estender por três meses com aulas em todos os fins de semana. “A duração do curso depende da comunidade e de sua desenvoltura para montar as apresentações. Com o fim das aulas, a gente apresenta o repertório em um evento especial organizado na própria comunidade. Todo mundo participa. É incrível como este trabalho consegue alcançar o coração das famílias, engajando a população”, avalia.


                                                                                                                              
                                                                             ESCRITO POR IRACEMA CORSO 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Hathoga Divino


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Hathoga Divino, um jovem que escreve com a alma...

Por Anderson Barbosa

A internet é uma ferramenta fascinante, nos faz viajar pelo mundo em questão de segundos. Bastam apenas alguns minutos para fazer descobertas, construir laços, mergulhar na vida de pessoas que até então nem sabíamos da existência. Há quem diga ser um caminho perigoso... há quem jure ser uma trilha de sorte... mas o fato é que se bem usada pode construir pontes.

Foi numa dessas viagens, falando com um amigo padre Murilo Moraes, que conheci a história de um rapaz com um desejo imenso de mostrar ao mundo que ser jovem com deficiência é normal. Hathoga Custódio Divino é seu nome: sonhador e dono de uma inteligência em potencial, tudo isso num rapaz de 36 anos, o qual sonha com a faculdade de Psicologia.


Foto: Aquivo Pessoal



Quando nasceu, Hathoga teve uma paralisia cerebral deixando-o com algumas limitações físicas, nada que atrapalhasse a convivência com a família e amigos mais próximos. Ele só foi perceber a barreira que a deficiência lhe trouxe pelo olhar do outro, um olhar preconceituoso, carregado de ignorância. "Uma vez uma senhora chegou em minha casa e disse que não era pra falar sobre sexualidade porque eu poderia virar um maníaco sexual. Isso me doeu muito", lamenta.

Durante o nosso bate-papo pelo Facebook, a conversa foi completada com uma sequência de frases profundas, carregadas de um sentimento de alguém cansado de ser visto como peso: "O preconceito para mim é uma ditadura intelectual. Pra mim, se um pessoa com deficiência não fizer uma experiência pessoal com o Amor de Deus não suportaria tal preconceito".



Hathoga é àquele tipo de jovem que busca na fé explicações para a vida e na Igreja encontrou o conforto que o mundo nunca lhe ofereceu. Hoje, participa do movimento chamado "Comunidade Eclesial de Base", como ele mesmo diz: "está na luta contra todos os tipos de opressão".

O meu amigo padre tinha conversado sobre o fiel de sua igreja com uma capacidade imensa de se expressar pela literatura. Ele havia escrito 7 livros, todos a espera de uma editora interessada pelos manuscritos do jovem.

                             "O preconceito para mim


                             é uma ditadura intelectual.



Um desses romances é "Inclusão na Escola em Clima de JMJ" que narra a história de um jovem  que sonha em ver o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, ocorrida no ano passado no Rio de Janeiro. O desejo foi provocado por uma professora que aceita um jovem "deficiente" em sala de aula e por isso é perseguida pela ditadura do preconceito.

"É uma autobiografia?", perguntei. "É, eu que inventei a história, escrita de setembro para outubro de 2012 e já lancei para meus amigos em julho de 2013, mês da jornada. O lançamento foi no dia 6 daquele mês, dia de Santa Gorette, uma adolescente que conservou os valores cristãos",justificou Hathoga.



De entrevistado, ele passou a entrevistador: O que levou o senhor a trabalhar com a inclusão? desculpa a pergunta... Este é um questionamento que ao longo dos anos se repete. "Uma dificuldade pra fazer uma reportagem com jovens com deficiência auditiva para a revista Perfil (Itabaiana/SE). Não sabia como entrevistá-los, pois não domino a Língua Brasileira de Sinais. Daí estudei sobre o tema e fiz o jornal Inclusão (meu Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo), e vários blogs com o nome de Inclusão Sergipe e agora o Trilhos da Inclusão",respondi. Seguimos a conversa com uma frase dele: "Continue assim e Deus lhe protegerá".

Fiquei curioso para saber como foi que ele viveu a Jornada com os cerca de 4 mil jovens comandados pelo líder Francisco, mas logo fiquei sabendo que não viajou, acompanhou de casa, em Canhoba/SE, pela televisão: "Queria muito ter ido, mas não tive oportunidade. Tudo concorre para o bem daquele que ama a Deus. Seria muito difícil a locomoção. sou portador de uma deficiência e ando muito com minha mãe. Compreendo que era muita gente e tenho minhas limitações, tenho que está sempre acompanhado". E completou dizendo ainda continuar espalhando os ensinamentos do encontro.



Estava muito curioso com toda essa história e perguntei: "Se você tivesse a oportunidade de ficar pertinho do Papa Francisco, o que pediria a ele?". E não demorou para surgir na tela do computador o texto, mais um apelo que brotou do fundo do coração: "Que diga aos jovens com deficiência que nunca deixem de sonhar, que nunca desista dos seus sonhos. Seja ousado naquilo que aposta, persiga a estrela dos seus sonhos".
Hathoga não imaginava, mas naquele momento deixou um grande aprendizado para este jornalista...

Fotos: Arquivo Pessoal de Hathoga Custódio Divino

       
                                                    Fonte:             

Trilhos da Inclusão