quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Juvenal da Rocha Torres

                                           




       No longínquo ano de 1897, nascia no povoado Curral de barro JUVENAL DA ROCHA TORRES, o Seu Jove, como ficaria conhecido; filho de Marcelino da Rocha Torres e de Maria Elvira Torres faria parte de uma numerosa prole, já que, com o falecimento de sua genitora, seu pai, em segundas núpcias,  deu-lhe mais nove irmãos, que se juntariam aos seis filhos havidos com sua mãe. O Sr. Juvenal, em 04/12/1924, casou-se com Áurea Maria Torres, que lhe deu nove filhos, nos quais impingiu seus princípios de honestidade e amor ao trabalho.

A vida do nosso homenageado confunde-se com a história do seu nascedouro, pois viu aquele povoado passar a chamar -se Canhoba, então município de Propriá e mais tarde, pôde comemorar sua emancipação política.

Seu Jove, um homem de hábitos simples, tinha visão empreendedora; abriu, no município uma bodega, a qual, com o passar dos anos, transformou -se numa espécie de entreposto de compra e venda de arroz e de algodão; a ele, os pequenos produtores da região recorriam vendiam o que conseguiam produzir.

Sua bodega, mais bodega que depósito de arroz e de algodão, era bastante sortida, nela de tudo era vendido, já que era ali que os habitantes do lugar supriam suas necessidades mais comezinhas.

       Como o município, distante da capital, não possuía hospital, nenhum tipo de socorro médico, o Sr. Juvenal, como que por instinto, transformou -se num farmacêutico bastante solicitado, aplicando injeções, fazendo curativos, enfim, prestando os primeiros socorros àquela gente desassistida; ressalte-se que tamanho era o seu entusiasmo, que ensinava seus netos maiores a fazerem curativos e oferecia-lhes o braço para que estes aprendessem a aplicar de injeções.

Era um homem apaixonado por tudo o que fazia e cuidar das pessoas era o seu maior prazer.

O tempo foi passando e quis o destino premiar-lhe com a realização de um sonho; Juvenal da Rocha Torres Neto, um dos seus inúmeros netos, exatamente este, que carrega o seu nome, desenvolveu uma paixão pela medicina, formando -se médico, destacando-se, com louvor, entre seus pares, para satisfação e deleite de Seu Jove, um abnegado homem que dedicou toda a sua vida à família, no sentido mais amplo da palavra, e a cuidar do próximo.

Seu Jove faleceu em 11 de janeiro de 1973, sendo homenageado no cinquentenário de seu falecimento, pelos munícipes da cidade que viu nascer.

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